Formada em Engenharia Civil pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), pós-graduada em Trânsito: Mobilidade e Segurança, pela Universidade Mackenzie.
Há quase 1 ano no cargo. Em entrevista ao jornal de
Angola.
A
senhora está a quase um ano no cargo de secretaria dos transportes. Quais são
os pilares da sua administração?
São duas linhas básicas de ação: A primeira é o aumento
da mobilidade, com priorização do transporte público. Sem isso há uma injustiça
social. Se existir uma via que pode transportar 500 pessoas em vez de cinqüenta,
é natural que o poder público atenta para o meio de transporte que possibilite
maior acomodação. A segunda é a proteção à vida. Dado que o volume de mortes e
feridos no trânsito é muito expressivo, priorizamos os primeiros meses com a
implantação de 5.260 novas sinalizações para veículos e pedestres na cidade de Luanda.
Como
serão controladas as infrações no trânsito cometidas no dia-a-dia?
A Municipalização do trânsito é a melhor forma de
controlar uma cidade, visto que ela se responsabiliza pelos serviços de engenharia
de tráfego e de campo, fiscalização, controle e analise de estatísticas e o
programa municipal de educação de trânsito.
O
que se pretende fazer para diminuir o congestionamento que nos acompanha
diariamente?
Em primeiro instante criaremos o rodízio de carros observando os números das
placas. A cada dia da semana será restringido aos veículos das placas
determinadas. Diminuindo assim o tráfego nos horários de pico, melhorando as
condições ambientais como a redução da carga de poluentes na atmosfera.
Quanto
aos candogueiros (táxis), o que será feito para sua organização?
Planejamos um cadastramento de cada táxi e seu ponto
específico de atuação, terão faixas exclusivas onde será permitida a passagem
só de autocarro (ônibus) e taxis com passageiros. E manter uma tarifa única.
A
senhora pega congestionamento na cidade?
Sim. como todo cidadão, sofro os mesmo problemas da
sociedade.
A
secretaria dos transportes de uma cidade com Luanda sempre vai estar mais
sujeita a criticas do que a elogios. O que
a levou a encarar esta missão?
Morei no Brasil por 12 anos e sempre que retornava a
Luanda, chegava a enfrentar entre 1h e 30 á 2h de trânsito num percurso de
aproximadamente 10 km, que separava o aeroporto 4 de fevereiro e minha casa
no bairro golfe II. A situação se
agravava com a ansiedade de ver a família, o calor intenso e o desconforto. A conjuntura
desses fatores chamou minha atenção. Comecei a procurar meios de poder ajudar a
sociedade.
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